segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Escrever


A melhor forma de você extravasar, na minha humilde opinião é escrever. Afinal, é escrevendo que você consegue por suas ideias em ordem.
Nem sempre você realmente sabe o que está sentindo até por aquilo no papel, nem sempre o que está dentro de você é claro o suficiente para entender até que aquilo esteja aqui fora.
Às vezes você está não brava, tão nervosa, já engoliu várias coisas que se você for falar, se for botar tudo pra fora, você vai acabar falando coisas sem pensar, vai acabar magoando alguém. E por mais que esse alguém mereça ouvir tudo o que você tem pra falar, mereça sentir metade ou até mais do que você sentiu durante todo o tempo em que você engoliu essas coisas, esse nunca é o caminho certo.
Eu sempre pequei em falar o que me vem à cabeça, sempre pequei na sinceridade extrema, mas às vezes ela é tão necessária! Só que aí eu me lembro de que nem todos são como eu, nem todos são insensíveis o suficiente para ouvir, absorver e considerar. As pessoas choram, as pessoas se fazem de vitimas e o vilão quem é? O insensível. Aquele que a única coisa que fez foi dizer a verdade, dizer o que sente e pensa. E há aqueles que não estão prontos o bastante para enfrentar o que você sente, pois muitas vezes os sentimentos deles refletem nos seus e assumir tais sentimentos não é fácil, requer mais coragem do que a pessoa está disposta a ter.
Afinal, o cômodo é sempre o escolhido, o fácil é sempre o melhor. Porque esquentar a cabeça se empurrar pra baixo do tapete é mais conveniente?! Fingir que nada aconteceu depois de um tempo é sempre melhor do que enfrentar aquilo que o incomoda.
Por isso que quando a sanidade me permite, eu escrevo, quando eu paro e penso antes de falar, eu considero e escrevo. Também ajuda quando há alguém muito mais nervoso do que eu sobre o mesmo assunto e o que cabe a mim é acalmar a pessoa.
E quando escrevo, boto tudo pra fora. Engolir dá câncer, não pretendo morrer tão cedo, eu preciso viver, não é?
Coragem é algo essencial no caráter de uma pessoa, não é o que o define, mas é algo importante, você precisa de coragem para viver no mundo de hoje, você precisa de coragem para enfrentar os obstáculos que se impõe no caminho. E se você não a tem para a simples atitude de dizer o que sente para aqueles que você ama então me desculpa, mas covardia não é algo que eu aprendi a considerar na minha criação.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Comparação


Comparar as pessoas nem sempre é algo bom. Comparar relacionamentos então é péssimo. Você não pode simplesmente olhar para a pessoa que você esta e ficar pensando sobre como era com seu (a) ex. Ninguém merece isso, ninguém merece ser comparado. Mas às vezes isso chega a ser inevitável. Quem nunca passou por isso que jogue a primeira pedra. Quem nunca, no meio do beijo, no meio daquele amasso, ate mesmo do sexo, não pensou “com fulano era diferente”.
Muitas vezes essa comparação, é pura insatisfação ou medo. Muitas vezes você passa a procurar a outra pessoa dentro daquele beijo, daquele abraço. E mais uma vez repito: Ninguém merece ser comparado. Ninguém é igual a ninguém, as pessoas não podem simplesmente procurar algo de uma pessoa em outra. Não podem procurar algo de um relacionamento em outro. Partam do principio de que se aquele relacionamento não deu certo, então você não pode querer outro igual, não pode procurar nada que teve naquele no que está tendo agora. Não faz bem pra você e nem pro seu parceiro. Não vai dar certo, esqueça! Vire a página, comece outro capitulo outro livro!
Mas aí você esta só. E você gosta de estar só. E começa com seus pensamentos confusos e aéreos até parar naquelas pessoas que já estiveram na sua vida. E lá vem a comparação. Você começa a analisar seus gestos, atos e sentimentos. Você começa a ver que nem tudo era como tinha certeza. Seus sentimentos não eram tão loucos e intensos como você pensava. Aí, como se uma bigorna (aquela do papa léguas) caísse na sua cabeça, você se dá conta que não era amor. E ri. Ri do quão tola e sentimental fora. Ri das lágrimas que deixou cair. E ri porque sabe que irá acontecer novamente, sabe que vai confundir sentimentos novamente, que vai considerar uma simples paixão, uma química forte por alguém com amor. Sabe que também vai se doar por inteiro num amor de verdade e que se não tiver cuidado irá cair novamente.
Nessa comparação toda você se dá conta que certas coisas têm de acabar, afinal, você tem que crescer, tem que ver que alguns atos e gestos não lhe fazem bem e, mais uma vez, você precisa de outro livro.
Comparações também servem para você se conhecer. Conhecer seus sentimentos, suas atitudes perante certas pessoas. Serve para você seguir em frente quando é necessário.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ler








Eu tenho uma amiga que sempre que nos encontramos ela pergunta “E aí, o que você está lendo agora?”

Eu posso não amar alguém em especial, não ter uma grande paixão, um amor pra chamar de meu e ter devaneios em um mundo rosa e perfeito. Porem, tenho algo o qual serei eternamente apaixonada, algo que nunca deixarei de lado e, ao contrario desses casais apaixonados, desses mundos perfeitos que eles idealizam, será minha companhia até meus últimos dias.

Os livros.

Até passo a agir como uma boba apaixonada com meus livros. Tenho ciúmes, cuido, brigo, abraço, quando ganho um novo meus olhos brilham e eu não consigo largá-lo até ler cada palavra. Muitas vezes, dependendo do livro, leio uma, duas, quantas vezes for.

Há quem já tenha me chamado de estranha por largar tudo para apenas ler. Já fui criticada, zombada, esquecida, mas hoje já não me importo com o que acham sobre meu amor pela leitura. Essas pessoas, que não entendem como alguém consegue ler tantos livros sem cansar não merecem ser levados em consideração. Pode parecer arrogância, mas para mim, quem não gosta de ler não faz bom proveito daquele órgão situado em nosso crânio.

Posso não ter um amor em um mundo cor de rosa, mas nos meus livros eu encontro vários mundos, rosa, azul, roxo, verde, amarelo trumeral. E não me canso. Eu leio para sair da minha realidade, para esquecer os meus problemas. Abrir um livro é como abrir uma porta para um mundo novo, desconhecido, um mundo o qual você quer entrar cada vez mais fundo para descobrir seus segredos e mistérios.

Neles, podemos conhecer países, civilizações, entrar em um castelo onde os quadros se mechem e as gárgulas falam, ir ao céu ao lado de um anjo, desvendar assassinatos com um importante detetive inglês, conhecer as coisas mais sórdidas daquele seu ídolo, encontrar um Brasil devastado por uma praga, ir ao Coliseu atrás de uma bomba, rir com as histórias do Chicó, se apaixonar varias e varias vezes.

Quer me ver feliz, me deixe uma tarde em uma livraria, com uma poltrona confortável e algo para beber. Comente comigo sobre aquele personagem, me indique novos mundos.

Pode me chamar de nerd, mas não ligo. Há pessoas que procuram os meios mais absurdos e doentios para fugir de seus problemas. Eu só abro um livro.

Sinceramente, não sei como ainda existem pessoas que não gostam de ler.