Uma das coisas mais difíceis do ser humano é acabar com um vicio.
Existem vários tipos de vícios, e para todos eles, alguém lutando para combatê-lo.
Mas isso não é algo tão fácil. Porque, às vezes, por mais que nossa consciência, nosso cérebro nos alerte, nos grite que aquilo não nos faz bem, nosso inconsciente nos joga para o objeto de nosso vicio.
E piora quando esse vicio, um dia foi algo bom, algo que nos fez bem, algo que nos vez sentir a melhor pessoa do mundo só pelo fato que ter aquilo que nos vicia.
Esse é o pior tipo. Aquele que um dia te fez bem.
É o mais difícil de se livrar. Afinal, no fundo, você não quer perder algo que um dia te fez tão bem, mesmo que no momento esteja te fazendo mal.
E você sabe que tem que se livrar dele, você tem total consciência disso. E tem vontade, você quer se livrar dessa coisa que te faz mal. O problema é que você não consegue, não tem força o suficiente, afinal você é um viciado.
Então você procura pessoas que te façam se sentir bem, você busca por pessoas que te façam esquecer esse vicio. E essas pessoas conseguem, mesmo que por poucas horas, mesmo que comentem sobre ele. Você não esquece, mas não se sente afetada pelo seu vicio como quando esta sozinha.
Ai você percebe, que o pior é quando está só. Ele vem com força total, te acuando, te atacando, te fazendo sentir presa em um buraco fundo sem chances de sair, sem chances de sobreviver a ele. Você não vê saída. Você não vê uma salvação.
E mais uma vez, são aquelas pessoas que te tiram do fundo do buraco. Aquelas pessoas que te salvam e tentam te proteger de você mesma, de você e do seu vicio. E você aceita essas mãos, mesmo se perguntando até quando elas vão estar lá pra te socorrer, te salvar desse maldito vicio que você não consegue se livrar.
Porque, no fundo, você não quer se livrar. Você tem esperança. Esperança que um dia esse maldito vicio volte a lhe fazer bem, volte a lhe proporcionar aquela sensação maravilhosa que só ele era capaz, volte a fazer com que você se sinta protegida. Porque algo tão bom, não pode se tornar tão ruim. E você reza para que essa esperança não seja falha.
Seu maior medo não é se afundar de vez nesse vicio e não conseguir sair mais. Não, esse não é seu maior medo.
O que você mais teme, na verdade, é que o mal que esse vicio te causa, cresça tanto que um dia seja maior e sufoque todo o bem que ele já lhe fez.

